Nesta página
- Quanto da sua venda fica com quem compra os seus dólares
- Como funciona o câmbio de uma exportação
- Antes ou depois do embarque
- Quando o importador paga antes
- Manter os dólares lá fora ou numa conta no Brasil
- IOF zero, e o que muda de uma instituição para outra
- Documentos e para que serve cada um
- Erros que tiram reais da sua exportação
- Quem não protege o recebimento futuro absorve a queda do dólar sozinho
- Quando comparar rende dinheiro, e quando não rende
- O que a vaart faz para entrar mais real no seu caixa
- Como cotar o seu próximo recebimento
Câmbio para exportação é a venda, a uma instituição autorizada pelo Banco Central, da moeda estrangeira que o seu cliente no exterior paga pela mercadoria. Quanto entra em reais depende da cotação e do spread (a margem de quem compra os seus dólares), e uma diferença pequena, repetida em cada embarque, vira dezenas de milhares de reais no ano. Na vaart, um especialista avalia diversas instituições autorizadas para o seu recebimento, mostra quanto entra em reais em cada uma, e você fecha com o menor custo de câmbio. Depois, acompanha até os reais caírem na sua conta.
Quanto da sua venda fica com quem compra os seus dólares
O exportador negocia preço, frete e prazo com cuidado. A última conta, a do câmbio, costuma ser fechada no automático, com a primeira cotação que aparece.
| Recebimento de US$ 300 mil | Cotação de prateleira | Outra instituição cotada |
|---|---|---|
| Cotação de compra | R$ 5,3460 | R$ 5,3730 |
| Valor em reais | R$ 1.603.800 | R$ 1.611.900 |
| Tarifa | R$ 150 | R$ 150 |
| IOF (exportação tem alíquota zero) | R$ 0 | R$ 0 |
| Entra na sua conta | R$ 1.603.650 | R$ 1.611.750 |
Exemplo ilustrativo, com a moeda a R$ 5,40. A conta: US$ 300 mil × R$ 5,3460 menos R$ 150 = R$ 1.603.650; US$ 300 mil × R$ 5,3730 menos R$ 150 = R$ 1.611.750. A diferença é de R$ 8.100 no mesmo embarque.
Com um embarque desse tamanho por mês, são R$ 97.200 a mais por ano (R$ 8.100 × 12). É receita de uma venda que você já fez, e que hoje fica com quem comprou os seus dólares.
Como funciona o câmbio de uma exportação
No câmbio de exportação, a sua empresa vende moeda estrangeira e recebe reais (o roteiro geral está em como fechar câmbio). O contrato de câmbio é o documento que registra essa venda: moeda, valor, cotação, data de liquidação (o dia em que as duas moedas trocam de mãos) e finalidade.
- Sua empresa fecha a venda e emite a invoice. É a fatura comercial, com valor, moeda e condição de pagamento.
- A vaart cota em várias instituições, antes de o cliente pagar. Você vê, lado a lado, a cotação e quanto entra em reais em cada uma.
- Sua empresa escolhe a instituição e passa ao cliente as instruções de pagamento dela. A ordem de pagamento do exterior chega à instituição indicada nessas instruções, que avisa você do recebimento (Resolução BCB 277/2022, art. 14). Por isso a escolha vem antes do pagamento, não depois.
- A finalidade e os documentos são conferidos. A finalidade é responsabilidade da sua empresa (Lei 14.286/2021, art. 4º), e a instituição deve orientar. Checamos com você o código e os documentos, para o recebimento não parar na liquidação.
- Sua empresa fecha o contrato de câmbio. Pode ser antes ou depois do embarque, com liquidação pronta, em até dois dias úteis, ou futura (art. 38).
- Os reais entram na sua conta. Acompanhamos até a liquidação e você recebe o comprovante com o VET.
As receitas de exportação podem entrar em reais ou em moeda estrangeira, qualquer que seja a moeda da negociação (Resolução BCB 277/2022, art. 46). Em operações de até US$ 50 mil, a finalidade é escolhida numa lista simplificada de códigos (art. 4º).
Antes ou depois do embarque
A regra do Banco Central deixa você escolher o momento de fechar o câmbio.
- Antes do embarque: você define hoje a cotação de um dinheiro que só vai chegar depois. A liquidação pode ser pronta ou futura, com prazo de até 1.500 dias. Fechar antes também abre caminho para o ACC, em que a instituição adianta os reais para financiar a produção.
- Depois do embarque: você fecha quando os documentos já foram entregues ou quando o cliente paga. O prazo máximo entre o embarque e a liquidação é de 1.500 dias (art. 38, § 4º). Aqui o adiantamento possível é o ACE.
ACC e ACE são crédito, com juros, oferecido pelas instituições autorizadas. Comparamos o custo de cada proposta com você, junto com a cotação, porque às vezes a instituição com a melhor cotação não é a que tem o adiantamento mais barato.
Atenção ao prazo de embarque do adiantamento. Se a exportação não acontecer e o contrato for cancelado ou baixado, o exportador fica sujeito a um encargo financeiro de até 100% do valor adiantado, recolhido ao Banco Central (Lei 14.286/2021, art. 7º).
Quando o importador paga antes
Se o seu cliente paga antes do embarque, o dinheiro entra como recebimento antecipado de exportação. Se o negócio não se concretizar, o valor pode ser devolvido ao exterior em até 360 dias ou, com a concordância do pagador, convertido para outra finalidade (Resolução BCB 277/2022, art. 21).
Quando o pagamento antecipado tem prazo acima de 360 dias até o embarque e valor de US$ 1 milhão ou mais, ele vira uma operação de crédito externo que precisa ser declarada ao Banco Central (Resolução BCB 278/2022, art. 23).
Manter os dólares lá fora ou numa conta no Brasil
A empresa não é obrigada a converter tudo assim que recebe. A lei permite manter no exterior os recursos de exportações de mercadorias e de serviços (Lei 11.371/2006, com a redação da Lei 14.286/2021).
Desde 1º/10/2026, a empresa exportadora de bens também pode ter conta em moeda estrangeira no Brasil (Resolução BCB 575/2026). Nessa conta só entram receitas de exportação e outros valores vindos do exterior, a conversão para reais é feita por contrato de câmbio e não há saque nem depósito em espécie. A conta ainda é nova, e a disponibilidade varia por instituição: o especialista informa na cotação quais instituições parceiras já a oferecem. Antes de abrir, pergunte as tarifas e como a conversão para reais é feita.
Guardar a moeda dá liberdade para escolher quando converter, mas é uma decisão sobre câmbio: se o dólar cair, você converte por menos. Mostramos os números para a sua empresa decidir.
IOF zero, e o que muda de uma instituição para outra
A alíquota do IOF é zero no ingresso de receitas de exportação de bens e serviços (Decreto 6.306/2007, art. 15-B, inciso I). O imposto é igual em qualquer instituição.
O que muda é a cotação, o spread e as tarifas. Por isso olhamos o VET (valor efetivo total), que reúne tudo isso em reais por unidade de moeda estrangeira, e mostramos o resultado em reais na sua conta.
Documentos e para que serve cada um
- Invoice: prova o valor, a moeda e o comprador. É a base do contrato de câmbio.
- Conhecimento de embarque (BL no navio, AWB no avião): marca a data do embarque, que conta para os prazos de liquidação.
- DU-E (declaração única de exportação): é o registro da exportação no Portal Único de Comércio Exterior e liga a venda ao câmbio.
- Dados do importador e do banco dele: permitem identificar quem pagou e conciliar a ordem que chega.
- Cadastro da sua empresa na instituição: a instituição precisa identificar o cliente antes de operar.
A instituição decide quais documentos exige, conforme o perfil do cliente e a operação (Resolução BCB 277/2022, art. 7º). Dizemos o que falta antes de fechar.
Erros que tiram reais da sua exportação
- Deixar o dinheiro chegar antes de cotar. Com a ordem já na instituição, a margem de negociação fica menor. A comparação rende mais quando a escolha é feita antes de o cliente pagar.
- Invoice e ordem que não batem. Valor, nome do exportador ou referência diferentes seguram a liquidação até alguém explicar a diferença.
- Pagador diferente do importador. Quando quem paga é outra empresa, a instituição pede mais documentos, e isso leva tempo.
- ACC com prazo de embarque apertado. Se a produção atrasar, a empresa precisa prorrogar o contrato ou arcar com o encargo do cancelamento.
- Converter tudo no mesmo dia, sempre. Sem planejamento, a empresa vende a moeda no dia em que ela chegou, qualquer que seja a cotação.
Quem não protege o recebimento futuro absorve a queda do dólar sozinho
Se você embarcou hoje e o cliente paga em 90 dias, o câmbio pode cair até lá. As instituições parceiras oferecem formas de fixar hoje a cotação desse recebimento, o que muitos exportadores chamam de trava de câmbio. No câmbio futuro, cotamos e encaminhamos a proposta à instituição que você escolher; no NDF, apresentamos as propostas das instituições e ajudamos você a comparar, e quem contrata e executa é a instituição.
Exemplo ilustrativo: num recebimento de US$ 200 mil, com a moeda a R$ 5,40, uma queda de 5% são R$ 54 mil a menos (US$ 200 mil × R$ 5,40 × 5%).
A proteção tem custo e, se o câmbio subir, você não ganha essa diferença. Em troca, você sabe hoje quanto a venda vai render em reais.
Quando comparar rende dinheiro, e quando não rende
Faz sentido quando você exporta com frequência, quando o câmbio pesa na margem do produto ou quando nunca comparou o que o seu banco paga com o que outras instituições pagariam. Faz mais sentido ainda se você usa ACC ou ACE, porque aí a comparação inclui o custo do crédito.
Pode não fazer diferença numa exportação pontual e pequena, com o banco já pagando uma cotação competitiva. Nesse caso, mostramos os números e dizemos isso a você.
O que a vaart faz para entrar mais real no seu caixa
- Um especialista briga pela cotação dos seus dólares. Ele conhece as mesas de câmbio e pede a cada uma a melhor cotação para cada recebimento, em vez de você aceitar uma cotação de prateleira.
- Diversas instituições avaliadas para cada recebimento. O especialista compara as instituições autorizadas, e você fecha com o menor custo de câmbio. Com uma cotação só, você vê uma oferta só.
- A instituição certa para cada caso. Uma é mais competitiva no câmbio pronto, outra no adiantamento, outra numa moeda específica; levamos a operação para onde ela rende mais.
- O peso de quem opera com frequência. A sua operação chega às mesas com o histórico de quem leva câmbio a elas todos os dias, e cada contrato é fechado em nome da sua empresa.
- Momento e forma de fechar. Antes ou depois do embarque, com ou sem adiantamento, convertendo agora ou depois: planejamos com você.
- O mesmo especialista do embarque à liquidação. Ele confere os documentos antes e acompanha até os reais entrarem na sua conta.
Como cotar o seu próximo recebimento
Para cotar, mande a moeda, o valor, a data prevista do pagamento e se o embarque já aconteceu. Se tiver a invoice, mande junto, e já conferimos a finalidade e os documentos.
Se o seu cliente ainda vai pagar, dá tempo de comparar e de passar a ele as instruções da instituição escolhida. Sua conta continua no banco onde está.
Perguntas frequentes
Como funciona o fechamento de câmbio de exportação?
A empresa exportadora vende a uma instituição autorizada pelo Banco Central a moeda estrangeira que o cliente no exterior paga, e recebe reais em troca. O contrato de câmbio registra moeda, valor, cotação, data de liquidação e finalidade. Ele pode ser fechado antes ou depois do embarque (Resolução BCB 277/2022, art. 46).
Preciso fechar o câmbio de exportação antes do embarque?
Não. A Resolução BCB 277/2022 permite fechar o câmbio antes ou depois do embarque da mercadoria. Se a liquidação acontecer depois do embarque, o prazo máximo entre os dois é de 1.500 dias (art. 38). Fechar antes serve para definir hoje a cotação ou para pedir um adiantamento (ACC).
Tem IOF no câmbio de exportação?
Não. A alíquota do IOF é zero nas operações de câmbio de ingresso de receitas de exportação de bens e serviços (Decreto 6.306/2007, art. 15-B, inciso I). Por isso, a diferença entre uma instituição e outra está na cotação, no spread e nas tarifas.
Posso deixar o dinheiro da exportação no exterior?
Sim. A Lei 11.371/2006, com a redação da Lei 14.286/2021, permite manter no exterior os recebimentos de exportações de mercadorias e de serviços. Desde 1º/10/2026, a empresa exportadora de bens também pode ter conta em moeda estrangeira no Brasil (Resolução BCB 575/2026).
O que é ACC e ACE?
São adiantamentos em reais sobre o câmbio da exportação. No ACC (adiantamento sobre contrato de câmbio), a instituição adianta os reais antes do embarque; no ACE (adiantamento sobre cambiais entregues), depois do embarque, com os documentos já entregues. É crédito, com juros, oferecido pelas instituições autorizadas.
O que acontece se a exportação com ACC não acontecer?
Se o contrato de câmbio que ampara o adiantamento for cancelado ou baixado, o exportador fica sujeito a um encargo financeiro recolhido ao Banco Central, de até 100% do valor adiantado (Lei 14.286/2021, art. 7º). Por isso o prazo de embarque do ACC precisa caber no seu ciclo de produção.
Preciso trocar de banco para fechar o câmbio com a vaart?
Não. O câmbio é fechado com a instituição que oferecer a melhor condição que encontrarmos, que faz o cadastro da sua empresa. A sua conta continua onde está; se preferir, a empresa também pode abrir conta na instituição.
Mande moeda, valor e data. Um especialista avalia diversas instituições para a sua operação e mostra a de menor custo, com o custo total em reais, antes de você fechar.
Cotar pelo WhatsAppVocê fecha direto com instituições autorizadas pelo Banco Central; o dinheiro não passa pela vaart.
Fontes
- Resolução BCB nº 277/2022 (regulamento do mercado de câmbio), arts. 4º, 7º, 14, 21, 36 a 38 e 46
- Resolução BCB nº 575/2026 (conta em moeda estrangeira para exportadores de bens)
- Resolução BCB nº 278/2022 (capital estrangeiro no País), art. 23 (recebimento antecipado de exportação)
- Lei nº 14.286/2021 (marco legal do câmbio), arts. 4º, 7º e 26
- Lei nº 11.371/2006, art. 1º (recursos de exportação mantidos no exterior)
- Decreto nº 6.306/2007 (regulamento do IOF), art. 15-B
- Resolução CMN nº 4.935/2021 (correspondentes no País)
Atualizado em 16/10/2026 · Equipe vaart
