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Peso argentino hoje

Peso argentino (ARS): cotação comercial em reais, não a de turismo, o regime de bandas do banco central argentino e por que quase todo pagamento sai em dólar.

PTAX de fechamento do Banco Central, 16/10/20261.000 ARS = R$ 3,36Converter e ver os últimos dias

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Nesta página
  1. O que é o peso argentino e como ele funciona hoje
  2. O que move a cotação do peso
  3. Como a cotação em reais é formada
  4. Pagar ou receber em peso ou em dólar?
  5. Exemplo: a mesma compra cotada em dólar e em pesos
  6. Onde o peso aparece no comércio do Brasil
  7. Proteção para pagamentos e recebimentos futuros
  8. O que a vaart faz quando a operação envolve a Argentina

Peso argentino hoje: cotação de referência

PTAX de fechamento, 16/10/20261.000 ARS = R$ 3,36venda R$ 3,36 · compra R$ 3,36

Tendência da PTAX nos últimos 30 dias úteis-0,65%
Últimos dias úteis (venda, por 1.000 ARS)
DataPTAXVariação
16/10/2026R$ 3,36+0,57%
15/10/2026R$ 3,34+0,27%
14/10/2026R$ 3,33+0,88%
13/10/2026R$ 3,30+0,30%
09/10/2026R$ 3,29-0,30%
08/10/2026R$ 3,30+0,61%
07/10/2026R$ 3,28
BRL · Real brasileiro

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Conta pela PTAX de fechamento do Banco Central de 16/10/2026, sem spread, tarifas nem IOF. É uma referência do mercado à vista (spot): a sua operação ainda precisa ser cotada pela instituição, com o spread, as tarifas e o IOF da finalidade, e um especialista mostra esse custo total (VET) antes de você fechar.

Fonte: Banco Central do Brasil, PTAX de fechamento. A PTAX é a média que o Banco Central calcula a partir das cotações do dia; é referência, não oferta. O câmbio comercial à vista mostrado acima também é referência de mercado: a cotação da sua operação ainda precisa ser feita pela instituição, com spread, tarifas e o IOF da finalidade, e depende do valor, do prazo e da moeda. Um especialista cota caso a caso e mostra o custo total (VET).

O peso argentino (código ARS) é a moeda da Argentina, emitida pelo Banco Central de la República Argentina (BCRA). Ele não tem PTAX no Banco Central do Brasil: a cotação em reais sai do dólar, combinando o dólar em reais com a paridade entre peso e dólar. A referência desta página é a do câmbio comercial, e não a de turismo. Na prática, quase todo o comércio entre empresas brasileiras e argentinas é fechado em dólar. A vaart atende operações de grande porte de empresas e de pessoas: um especialista avalia diversas instituições autorizadas para a sua operação, em dólar ou em pesos, e você fecha com o menor custo de câmbio.

O que é o peso argentino e como ele funciona hoje

O peso se divide em 100 centavos e usa o símbolo $, o mesmo do dólar. Por isso, em invoice e contrato, escreva sempre ARS ou AR$ ao lado do valor: um ”$ 50.000” sem moeda é a origem de muita discussão com cliente.

Desde abril de 2025, o peso flutua dentro de uma banda: um piso e um teto definidos pelo BCRA, que compra ou vende quando a cotação encosta num dos limites. Até dezembro de 2025, esses limites se moviam 1% ao mês. Desde 01/01/2026, andam todo mês pelo último dado de inflação mensal do instituto oficial de estatística argentino, o INDEC, com dois meses de defasagem. Na tabela do BCRA consultada em 15/10/2026, o piso projetado para 30/11/2026 é de ARS 698,44 e o teto, de ARS 1.989,12 por dólar.

Dentro da banda, a cotação é a que as partes combinam (texto ordenado de Exterior y Cambios do BCRA, ponto 1.3). Toda operação de câmbio de comércio exterior tem de passar por uma instituição autorizada pelo BCRA, no chamado mercado oficial de câmbio (ponto 1.1).

O que move a cotação do peso

Não fazemos previsão de câmbio. O que dá para dizer é o que costuma mexer com o peso, para você entender a cotação que vê no topo desta página:

  • A banda e a inflação argentina. Como o piso e o teto andam pela inflação, a inflação mensal informada pelo INDEC muda o espaço em que o peso pode se mover nos meses seguintes.
  • A oferta de dólar dos exportadores. O exportador argentino é obrigado a trazer e vender no mercado oficial os dólares que recebe. Para soja, milho, trigo e derivados, o prazo é de 30 dias depois do embarque; para a maior parte dos outros bens vendidos a compradores não ligados à empresa, 180 dias (ponto 7.1.2 do texto ordenado, vigente em 15/09/2026). Nos meses de colheita, entra mais dólar no mercado.
  • As regras de acesso ao câmbio. Cada comunicação do BCRA que libera ou restringe pagamentos ao exterior muda a procura por dólar. Só em 2026, as comunicações A 8417 (09/04/2026) e A 8481 (14/09/2026) alteraram prazos de exportação e regras de pagamento.
  • Reservas e calendário político. Notícias sobre as reservas do BCRA e eleições costumam aparecer na cotação antes de aparecer na regra.

Além do mercado oficial, a Argentina tem cotações formadas na compra e venda de títulos (o dólar MEP e o contado com liquidação) e a cotação informal, o blue. Para a sua operação vale a do mercado oficial, porque é por ele que o seu cliente ou fornecedor paga e recebe legalmente.

Como a cotação em reais é formada

O Banco Central do Brasil publica PTAX apenas para 10 moedas, e o peso argentino não está entre elas. Para o peso, ele divulga todo dia útil, no boletim “Todas as moedas”, a cotação de fechamento calculada pela paridade com o dólar captada às 13h: quantos pesos vale um dólar, combinado com a PTAX do dólar em reais (Resolução BCB 45/2020, art. 4º, § 2º). É essa referência que o conversor desta página mostra.

Três cotações diferentes aparecem quando alguém fala em “peso hoje”:

  • Referência do Banco Central: a que está no topo da página. Não é oferta de ninguém.
  • Comercial: a que uma instituição oferece para uma transferência, de empresa ou de pessoa, com o spread dela embutido.
  • Turismo: a de cédulas e cartão, para viagem, com spread bem maior, porque carrega o custo de transportar e guardar papel-moeda. Não serve de parâmetro para pagamento ou recebimento de grande porte, e a vaart não atende câmbio turismo.

O custo real de uma operação é o VET, que soma cotação, spread, tarifas e impostos.

Pagar ou receber em peso ou em dólar?

Para quem faz comércio com a Argentina, a resposta quase sempre é dólar, por quatro motivos:

  1. As regras argentinas são escritas em dólar. O controle de pagamentos ao exterior, os prazos de exportação e os limites do BCRA falam em “divisas”. O cliente argentino compra dólar no mercado oficial para pagar você, e o fornecedor argentino vende os dólares que recebe.
  2. Pouca liquidez fora da Argentina. O peso é pouco negociado no exterior, poucas instituições no Brasil operam a moeda e o spread tende a ser maior que o do dólar. A vaart cota o peso argentino conforme a disponibilidade das mesas das instituições parceiras, e o especialista confirma na cotação.
  3. Dupla conversão. Se você paga em pesos por um banco que não tem a moeda, o caminho é real para dólar e dólar para peso, e uma das conversões acontece no banco do fornecedor, longe dos seus olhos.
  4. Variação entre o pedido e o pagamento. Num pagamento a prazo, a cotação do peso pode mudar bastante entre a invoice e o vencimento, e quem paga ou recebe nessa moeda carrega essa variação.

O caminho em moeda local que funciona de verdade é outro: o exportador brasileiro receber em reais pelo SML. Em 2025, foram 10.175 operações e R$ 4,46 bilhões nesse sentido; já as importações brasileiras pagas em pesos pelo SML foram zero em 2025 e até agosto de 2026 (Banco Central do Brasil, consulta em 15/10/2026). Como funciona e quando compensa está na página Argentina.

Exemplo: a mesma compra cotada em dólar e em pesos

Um fornecedor argentino oferece o mesmo lote de mercadoria por US$ 20.000 ou por ARS 30.000.000.

ItemEm dólarEm pesos
Cotação de referência (hipótese)R$ 5,40 por dólarARS 1.500 por dólar, ou R$ 0,0036 por peso (5,40 ÷ 1.500)
Valor pela referênciaUS$ 20.000 × 5,40 = R$ 108.000ARS 30.000.000 × 0,0036 = R$ 108.000
Diferença do VET sobre a referência (hipótese)0,8% = R$ 8642,0% = R$ 2.160
Custo total estimadoR$ 108.864R$ 110.160

Exemplo ilustrativo, com cotações e percentuais hipotéticos. A conta: valor na moeda × cotação de referência × (1 + diferença do VET). Pelo mesmo preço de referência, o peso sai R$ 1.296 mais caro porque o spread de uma moeda pouco negociada tende a ser maior. A conta só vira a favor do peso se o fornecedor der desconto no preço em pesos maior que essa diferença: por isso cotamos as duas antes de você responder a ele.

Onde o peso aparece no comércio do Brasil

A Argentina foi em 2025 o 3º destino das exportações brasileiras, com US$ 18,1 bilhões, e a 4ª origem das importações, com US$ 12,9 bilhões (Comex Stat, consulta em 15/10/2026). Veículos e peças são cerca de 43% dos dois lados; o Brasil também vende máquinas (10%) e compra cereais (12%).

É um comércio grande feito quase todo em dólar. Fizemos a conta: os R$ 4,46 bilhões recebidos em reais pelo SML em 2025 equivalem a cerca de 4% das exportações brasileiras para a Argentina naquele ano (US$ 18,1 bilhões × R$ 5,59, a média da PTAX de venda em 2025 = R$ 101 bilhões). [Estimativa da vaart com dados do Banco Central do Brasil e do Comex Stat]

Proteção para pagamentos e recebimentos futuros

Como quase toda operação com a Argentina é em dólar, o risco que a sua margem carrega costuma ser o do dólar em reais, e é no dólar que se faz a proteção. As instituições parceiras oferecem formas de fixar hoje essa cotação. No câmbio futuro, cotamos e encaminhamos a proposta à instituição que você escolher; no NDF, apresentamos as propostas das instituições e ajudamos você a comparar; quem contrata e executa é a instituição. Proteção direta em peso argentino é rara. A proteção tem custo e, se o câmbio virar a seu favor, você não ganha essa diferença. Em troca, sabe hoje quanto vai pagar ou receber. Mais detalhes em proteção cambial.

O que a vaart faz quando a operação envolve a Argentina

  • Avalia diversas instituições para a mesma operação em dólar e mostra o VET de cada uma lado a lado, para você fechar com o menor custo de câmbio. Se o cliente ou o fornecedor pedir pesos, cotamos a moeda conforme a disponibilidade das mesas das instituições parceiras, e o especialista confirma na cotação.
  • Diz quando o dólar sai mais barato que o peso, com a conta, antes de você aceitar a invoice.
  • Leva a operação para a instituição certa, porque nem toda opera peso argentino nas mesmas condições.
  • Acompanha até o dinheiro chegar, conferindo os dados bancários do outro lado e as exigências do banco argentino.

Para cotar, mande a moeda da invoice, o valor, a data e se é pagamento ou recebimento.

Ficha rápida

Moeda
peso argentino
Código
ARS (ISO 4217, número 032)
Símbolo
$ (no comércio exterior, ARS ou AR$, para não confundir com o dólar)
País
Argentina
Banco central emissor
Banco Central de la República Argentina (BCRA)
Regime de câmbio
flutuação dentro de uma banda desde abril de 2025; desde 01/01/2026, piso e teto andam todo mês pela inflação (BCRA, consulta em 15/10/2026)
Divisão
1 peso = 100 centavos
PTAX no Banco Central do Brasil
não está entre as 10 moedas com PTAX; o Banco Central publica a cotação diária de fechamento pela paridade com o dólar

Perguntas frequentes

Qual é a moeda da Argentina?

A moeda da Argentina é o peso argentino, de código ARS, emitido pelo Banco Central de la República Argentina (BCRA). Um peso se divide em 100 centavos e o símbolo local é o $, por isso no comércio exterior se escreve ARS ou AR$. A cotação do dia em reais aparece no topo desta página.

O peso argentino vale mais que o real?

Não. Um real compra centenas de pesos argentinos, e o número exato do dia aparece no conversor desta página, com a fonte do Banco Central do Brasil. Valor unitário menor não quer dizer moeda pior ou melhor para negociar; o que pesa para quem paga ou recebe é quanto a cotação muda entre o fechamento do negócio e o pagamento.

Como converter peso argentino para real?

A conversão passa pelo dólar. O Banco Central do Brasil calcula a cotação do peso em reais combinando o dólar em reais com a paridade entre peso e dólar, e publica o resultado no fechamento diário. Numa operação real, a instituição aplica o próprio spread sobre essa referência, e o custo total aparece no VET.

O peso argentino tem PTAX?

Não no sentido estrito. O serviço PTAX do Banco Central do Brasil cobre apenas 10 moedas (dólar americano, euro, libra, iene, franco suíço, dólares canadense e australiano e as coroas dinamarquesa, norueguesa e sueca). Para o peso argentino, ele divulga a cotação de fechamento no boletim “Todas as moedas”, calculada pela PTAX do dólar e pela paridade do peso com o dólar captada às 13h (Resolução BCB 45/2020, art. 4º, § 2º), e é essa a referência usada nesta página.

O que é o regime de bandas do peso argentino?

Desde abril de 2025, o peso flutua livremente entre um piso e um teto definidos pelo BCRA, que atua quando a cotação encosta nesses limites. Até dezembro de 2025, os limites se moviam 1% ao mês; desde 01/01/2026, andam pelo último dado mensal de inflação do INDEC. Na tabela do BCRA consultada em 15/10/2026, o teto projetado para 30/11/2026 é de ARS 1.989,12 por dólar.

Por que existem várias cotações do dólar na Argentina?

Além do mercado oficial de câmbio, por onde passam as operações de comércio exterior, a Argentina tem cotações formadas na compra e venda de títulos (o dólar MEP e o contado com liquidação) e a cotação informal, chamada de blue. Para quem opera do Brasil, empresa ou pessoa, vale a do mercado oficial, porque é por ele que o seu cliente ou fornecedor argentino paga e recebe legalmente.

Dá para pagar um fornecedor argentino em pesos?

Dá, mas é raro e quase sempre mais caro que pagar em dólar. Pelo SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local), o importador brasileiro pode pagar uma invoice em pesos sem contrato de câmbio, entregando o equivalente em reais à instituição, mas não houve nenhuma importação brasileira por esse caminho em 2025 nem até agosto de 2026, segundo o Banco Central do Brasil. Antes de aceitar uma invoice em pesos, compare as duas moedas com a conta do exemplo desta página.

uma mensagem, várias instituições avaliadas

Mande moeda, valor e data. Um especialista avalia diversas instituições para a sua operação e mostra a de menor custo, com o custo total em reais, antes de você fechar.

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Você fecha direto com instituições autorizadas pelo Banco Central; o dinheiro não passa pela vaart.

Fontes

  1. BCRA, régimen de bandas cambiarias (regra de ajuste e tabela de piso e teto, consulta em 15/10/2026)
  2. BCRA, texto ordenado de Exterior y Cambios (vigente em 14/09/2026, última comunicação incorporada A 8481), pontos 1.1, 1.3, 4.2 e 7.1
  3. Resolução BCB nº 45/2020 (PTAX e paridades das outras moedas com o dólar no boletim "Todas as moedas"), art. 4º, § 2º
  4. Banco Central do Brasil, cotações e boletins (fechamento diário de moedas sem PTAX, pela paridade com o dólar)
  5. Banco Central do Brasil, SML com a Argentina (operações por mês, consulta em 15/10/2026)
  6. Banco Central do Brasil, perguntas e respostas do SML
  7. Comex Stat (MDIC), comércio Brasil e Argentina em 2025, consulta em 15/10/2026

Atualizado em 16/10/2026 · Equipe vaart

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